domingo, 6 de abril de 2014

Prefeito entrega novos utensílios domésticos para as escolas do município


As escolas da rede municipal de Rio do Fogo receberam esta semana novos utensílios domésticos para suas cozinhas e equipamentos de escritório. A entrega foi pelo prefeito Laerte Paiva à secretária Municipal de Educação, Joária de Araújo.

Armários para copa e cozinha, mesas plásticas, facas profissionais, jarras, panelas, panelas de pressão(20 litros), tacos em alumínio com tampa e caixas de isopor. Também foram adquiridos e entregues, móveis para escritório, cadeiras plásticas, estantes, quadro de aviso, tela retrátil, etc.

As aquisições têm por objetivo dotar todas as escolas da rede municipal de melhores condições de funcionamento e de trabalho para alunos, professores e servidores. Dessa maneira é possível oferecer escolas com mais conforto para todos que nelas se educam  e nelas trabalham.

Equipamentos de Informática

Há duas semanas o prefeito Laerte Paiva entregou nos equipamentos de informática para as escolas da rede municipal. Kits multimídia, num total 12 kits, foram entregues, para as 11 escolas e também para a creche.

Os kits compostos de aparelhos de: TV, DVD, data show, caixa de som amplificada, computador e no break, auxiliarão professores e alunos, no processo de aprendizagem.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Prefeito recebe técnicos do SEBRAE-RN para discutir potencialidades do município

O prefeito Laerte Paiva recebeu em audiência na manha desta quinta-feira, 3, uma comissão de técnicos do SEBRAE-RN que estão em Rio do Fogo participando da Semana Nacional do Micro Empreendedor Individual.
Na conversa com o analista Técnico, Marcelo Medeiros; o responsável pela Unidade de Desenvolvimento Territorial, Arlindo do Nascimento; com a presença do secretário Municipal de Turismo, Junielson Gomes e um grupo de Maricultoras; prefeito discutiu formas de desenvolver as principais vocações e potencialidades do município: agricultura, pesca e o turismo.
No setor agrícola como trabalhar as culturas da banana e jerimum, uma vez que o município de Rio do Fogo é hoje o primeiro produtor do Estado e o segundo maior do país. No Turismo, incentivar e desenvolver as potencialidades turísticas e focar principalmente partir dos passeios náuticos aos parrachos. E no setor pesqueiro, trabalhar com a Associação das Maricultoras de Rio do Fogo ( AMAR), o beneficiamento das algas, projeto já desenvolvido pelas maricultoras.
“Atualmente as mulheres trabalham a partir do beneficiamento das algas, a produção de iogurte, sorvete, cocada, biscoitos, bolos, panqueca, macarrão, sabonete entre outros. E hoje essas mulheres precisam de uma cozinha industrial para que possam dinamizar o processo industrial. Então com base no projeto que será desenvolvido pelo SEBRAE-RN iremos buscar o apoio da iniciativa privada para firmamos uma PPP, Parceria Público Privada, e implementarmos esta cozinha”, afirmou o prefeito Laerte.
Por ocasião da Semana Nacional do Micro Empreendedor Individual, realizada nos dias 2 e 3 do corrente na Câmara Municipal e coordenada pelos Agentes de Desenvolvimento Local – ADL, Junielson Gomes e Ivanieliton dos Santos foram feitas palestras, consultorias e formalizações, a cargo da consultora do SEBRAE-RN, Daniele Karenine. A capacitação teve por objetivo dotar os produtores e comerciantes de condições para comercializar seus produtos dentro do município.
 
 
 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sobe para seis o número de mortos por forte terremoto no Chile

Subiu para seis número de vítimas do forte terremoto que atingiu parte do  Chile nesta terça-feira (1) e provocou tsunami na região norte do país. As causas das mortes seriam ataques cardíacos e esmagamento.

A Marinha chilena, que emitiu um alerta de tsunami imediatamente após o sismo, disse que as ondas chegaram às costas do país e que a maré aumentou em um intervalo de 1,58 a 1,8 metro, segundo o seu monitoramento. O alerta de tsunami foi retirado na madrugada desta quarta.


Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro do terremoto de magnitude 8,2 está localizado a cerca de 100 km a noroeste da cidade de Iquique, na fronteira com o Peru, a uma profundidade de 20 km. Anteriormente, o terremoto havia sido classificado como sendo de magnitude 8,0.
O tremor e o tsunami forçaram autoridades a esvaziar partes de algumas cidades e a emitir alertas para toda a costa do Pacífico Sul e da América Central. A operação envolveu a retirada de 900 mil pessoas, segundo Ricardo Toro, diretor do Escritório  Nacional de Emergências (Onemi). Os alarmes soaram no Equador e no vizinho Peru, onde o terremoto foi sentido com força e as principais cidades do sul foram isoladas. Não foram divulgados estragos relacionados diretamente com o tsunami. 

A mídia local relatou falta de energia e congestionamentos em algumas estradas à medida que as pessoas tentavam fugir para zonas mais seguras, em meio à chegada das primeiras ondas a Iquique, uma cidade portuária importante para a exportação de cobre.


O Centro Nacional de Sismologia da Universidade do Chile, informou que o forte terremoto foi sentido às 20h47 locais (mesmo horário em Brasília) e que seu epicentro foi registrado a 85 km a sudoeste de Cuya e a 99 km da costa da cidade de Iquique, na província de mesmo nome.



O prefeito de Arica, a 1.660 km de Santiago, Salvador Urrutia, disse que a cidade registrou feridos após o forte tremor, destruir algumas casas e causou danos em alguns prédios.

O terremoto também provocou deslizamentos de terra e bloqueios parciais de estradas, de acordo com o Escritório Nacional de Emergência (Onemi).
O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico disse que as costas do Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Nicarágua também estavam em risco.


A presidente do Chile, Michelle Bachelet, assinou decreto que declara área de desastre nas regiões de Arica e Tarapacá, duas das mais afetadas pelo terremoto. A presidente viajará nesta quarta-feira (2) para as áreas afetadas.



O tremor ocorreu perto de uma área onde estão concentradas algumas das maiores mineradoras de cobre do mundo. No entanto, a estatal Codelco, maior produtora mundial de cobre, informou que o epicentro do terremoto estava longe de suas operações. A gigante internacional BHP Billiton opera a mina de cobre Cerro Colorado na região.

Presidente Michelle Bachelet fala sobre o terremoto; veja ao lado
"A mina (Cerro Colorado) está em uma área elevada, longe do epicentro, não deveria ter nenhum impacto nas operações", disse um porta-voz da BHP Billiton no Chile à agência de notícias Reuters.
A mineradora Southern Copper tampouco sofreu danos em suas reservas.


Em entrevista à GloboNews, um morador da cidade de Antofogasta, a 500 km de Iquique disse que estava jogando futebol quando sentiu um tremor muito forte. "Eu estava jogando futebol e vimos que começaram a mover os focos de luz e sentimos um tremor muito forte no piso", conta. "Nós paramos de jogar, esperamos alguma reação e começaram a tocar as sirenes".



Ele conta que se abrigou na casa de um colega de trabalho, na parte alta da cidade. "São ao redor de 60 mil pessoas que foram evacuadas. Somos vários amigos que estamos na casa de um colega de trabalho. Na verdade, sentimos (tremores) durante toda a semana, mas o de hoje foi muito mais forte e longo. Eu estava muito preocupado com o tsunami, porque meu apartamento e escritório estão perto da orla do mar. Agora é melhor estar num lugar mais alto".

Uma série de terremotos de média intensidade tem abalado a mesma área há várias semanas, alarmando a população. O poderoso tremor ocorreu quatro anos após o devastador sismo de magnitude 8,8 e o tsunami no centro e sul do país que deixaram 525 mortos em 2010.




 G1

Militares sufocam resistência em Natal

Há 50 anos, a quarta-feira daquele 1º de abril, amanhecia com aviões cortando o céu da capital. A movimentação atípica despertava para uma época de terror e para o fim do sonho de plena democracia vivida por jovens do Rio Grande do Norte. Em pouco tempo, a notícia de que o Palácio Felipe Camarão, sede do Executivo Municipal, foi tomado por militares e o então prefeito Djalma Maranhão e o vice-prefeito Luiz Gonzaga dos Santos estavam presos e depostos dos cargos, correu a cidade. O Golpe de 1964 chegava a Natal. Apesar de a deposição do presidente João Goulart já vir sendo traçada há tempos pelas Forças Armadas, em terras potiguares a euforia que alimentava a dedicação de jovens ligados a grupos de esquerda - movimentos estudantis, religiosos e rurais - impediu antecipar o acontecimento e pegou todos de surpresa.
Djalma, o prefeito que criou o programa de alfabetização
de adultos ‘De pé no chão também se aprende a ler’, foi cassado e preso
Maria Laly Carneiro estava em casa quando ouviu a notícia do avanço das tropas pelo rádio, naquela manhã. Dermi Azevedo se preparava para a vida religiosa, no seminário São Pedro, quando o reitor comunicou que “as forças armadas estavam derrubando o comunismo”. Nei Leandro de Castro e Geniberto Campos mobilizavam estudantes no diretório, enquanto os estudantes de direito e engenharia civil, Marcos Guerra, Josemá Azevedo, respectivamente, além de Meri Medeiros, liderança da Liga Camponesa, estavam em outros estados tratando de projetos de educação e política. 

Mesmo entre os gestores do poder executivo, o golpe não era esperado. Um dia antes, o vice-prefeito Luiz Gonzaga presidiu sessão na Câmara Municipal de Natal em que escolheu a mesa diretora que conduziria os trabalhos legislativos naquele ano, segundo arquivo desta TN.


Ainda naquela manhã de 1º de abril, Djalma Maranhão comunicou ao Comandante Militar e ao Secretário de Segurança Pública, sua posição em favor da democracia e da preservação do mandato do presidente João Goulart.  E reuniu-se na Prefeitura com secretários, lideranças estudantis, sindicais e políticas para, por meio de notas oficiais, convocar os natalenses a resistir ao golpe. 

Mas não houve manifestações populares de resistência, a exemplo das registradas no Rio de Janeiro e São Paulo. Aqui, autoridades militares e o governo do Estado foram ágeis em tomar medidas preventivas para impedir – pelo uso da força - a perturbação da ordem pública.

Tropas tomaram as ruas, repartições públicas e foram instaurados diversos Inquéritos Policiais Militar (IPM) contra a subversão, levando centenas de pessoas para a prisão no Comando da Polícia Militar, 16º Regimento de Infantaria (RI) e o Regimento de Obuses (RO) do Exército em Natal, além de quarteis em Recife, Fernando de Noronha (PE) e Fortaleza (CE). 

O primeiro IPM, foi criado pelo Estado em 23 de abril, por força do ato institucional número 1 (AI-1), a Comissão de Investigação, conhecida como “Relatório Geral” e importava de Pernambuco dois militares que entrariam para a história do movimento de repressão ao comunismo no RN: o capitão Carlos Moura de Morais Veras e o capitão José Domingos da Silva. Com treinamento especial na CIA, os agentes tinham o aval para deter e torturar os subversivos que promoviam mobilizações populares.

Cinco décadas depois, a história ainda cobra a responsabilidade de atos de violência, a partir da instalação de Comissões da Verdade e Memória. 

MANDATO DEVOLVIDO
A cassação do prefeito Djalma Maranhão e  do vice-prefeito Luís Gonzaga dos Santos, durante a ditadura militar no Brasil será anulada. Os vereadores farão a devolução simbólica dos mandatos e retratação pública pelo impeachment, em em sessão solene prevista para a próxima quarta-feira, na Câmara Municipal do Natal.

Com o golpe de 1964, o prefeito Djalma Maranhão - em segundo mandato, eleito em 1960 na primeira eleição direta na capital - foi afastado do cargo, preso e teve o mandato cassado. Após a prisão, foi alvo de investigação conduzida pelo capitão Ênio de Lacerda. O prefeito deposto, o médico Vulpiano Cavalcanti – um dos mais expressivos comunistas no Estado – Moacir de Góes, Aldo Tinoco, alguns estudantes universitários, entre outros, foram levados para o 16 RI, onde sofreram tortura e foram submetidos a exaustivos interrogatórios. 

Em agosto daquele ano, Djalma Maranhão, e o irmão Luís Maranhão Filho, militante do PCB, Luiz Floriano Bezerra e Aldo Tinoco foram embarcados para a prisão na ilha de Fernando de Noronha. Quatro meses depois era posto em liberdade por Habeas Corpus do Supremo Tribunal Federal. Djalma Morreu no exílio, em Montevidéu, em 30 de julho de 1971, aos 56 anos de idade. 

O Rio Grande do Norte ficou conhecido e ganhou importância política devido à época por projetos de erradicação do analfabetismo com a Campanha “De pé no chão também se aprende a ler”, de Djalma Maranhão, além da alfabetização de adultos pelo método de 40 horas, do pedagogo Paulo Freire, que teve a primeira experiência em Angicos, em 63. Essas iniciativas, assim como a educação à distância promovida pela Rádio Rural, de alfabetização o cunho de formação política e social. Tais processos foram cessados com o Golpe de 64 - além de levar a prisão e exílio idealizadores e envolvidos. 

ALUÍZIO ALVES
Se agiram rápido para tirar o prefeito Djalma Maranhão do poder, os militares, no primeiro momento, preservaram o governador da época, Aluízio Alves, que fazia um governo inovador. Um ano antes, Aluízio tinha inaugurado a energia de Paulo Afonso numa festa com a presença do presidente João Goulart. Essa trégua era questão de tempo. Os problemas começaram já nas articulações para a sucessão de Aluízio em 1965. No final de março daquele ano, os jornais de Natal publicavam anúncios, pagos por empresas privadas,   saudando o primeiro aniversário da “Revolução Democrática”.

Ao lado de Jango, Aluízio inaugurou a energia de Paulo Afonso
O coronel-aviador Paulo Salema Ribeiro, que  comandava a Base Aérea de Natal, solicitou audiência ao  governador e comunicou o desejo de ser candidato ao governo do Estado. E deixou claro que estava descontente por AA não ter ido à posse, enviando um auxiliar para representá-lo. 

Mediante a resposta de que Alves não poderia apoiá-lo devido a campanha de 1960 e pelo fato de exercer função militar, sem qualquer vinculação com o eleitorado, foi dado o prazo de 24 horas para retirar do hangar da base  o avião que servia ao governo e cuja manutenção dada pelo Exército não era cobrada. O chefe de gabinete, Erivan França, chegou a ser intimado a comparecer um dia após a conversa com o governador, para prestar informação.

No Comando, França foi detido sob a acusação de que tentativa de assassinar o coronel Salema, com a contratação de presidiários para executar o serviço. A motivação era comprovar conspiração, para processar Aluízio como mentor intelectual do crime. Após ameças, a recomendação. 

Com a edição do AI-5, em dezembro de 1968, o governo militar, respaldado por aliados civis no Rio Grande do Norte, começou usar a mão pesada de um regime de exceção. Aluízio teve os direitos políticos cassados. A medida se estendeu ao irmão, Agnelo Alves, prefeito de Natal, e demais políticos que representavam “perigo” ao poder central, em Brasília.

Vozes da resistência

Cálice - Chico Buarque e Gilberto Gil

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida 
amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se 
escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força 
bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser 
escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço 
atento
Na arquibancada pra a 
qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa 
vontade
Mesmo calado o peito, resta 
a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja 
pequeno
Nem seja a vida um fato 
consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça



Tribuna do Norte

terça-feira, 1 de abril de 2014

Dilma: golpe não pode ser esquecido

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff aproveitou ontem o discurso de assinatura do lançamento da obra de construção da segunda ponte sobre o rio Guaíba, para mandar um recado para as ONGs, como a Anistia Internacional, além de grupos de esquerda, que estão se mobilizando pela revisão da lei de anistia. Em sua fala, a presidenta afirmou que “reconhece” e “valoriza os pactos políticos que nós levaram à redemocratização”.
Dilma Rousseff, que atuou na luta armada, foi presa e torturada,
repudia truculência e enaltece o valor da democracia
Dilma reconheceu ainda que “nós reconquistamos a democracia à nossa maneira, por meio de lutas e de sacrifícios humanos irreparáveis, mas também por meio de pactos e acordos nacionais, muitos deles traduzidos na Constituição de 1988”. Em seguida, emendou lembrando seu discurso na instalação da Comissão da Verdade, cujos trabalhos são contestados pelos militares. 

“Assim como eu respeito e reverencio os que lutaram pela democracia, enfrentando a truculência ilegal do Estado e nunca deixarei de enaltecer estes lutadores e estas lutadoras, também reconheço e valorizo os pactos políticos que nós levaram à redemocratização”.

Com isso, Dilma sinaliza que não apoiará as iniciativas que defendem a revisão da lei de anistia. Os militares repudiam esta tentativa de revisão da lei anistia e avisam que a lei foi fruto de acordo da sociedade na época. Pouco depois, a presidenta Dilma Rousseff usou seu twitter para defender os princípios democráticos e reiterar da dor enfrentada pelas famílias que sofreram com a ditadura citando que elas deixaram “cicatrizes visíveis e invisíveis”.


Em discurso no dia em que o Golpe de 31 de março completa 50 anos, Dilma lembrou que ela mesma foi presa e torturada e fez questão de enaltecer os que sofreram e morreram naquele período, vítimas da “truculência ilegal do Estado”. Após citar que “a palavra verdade”, “é exatamente o oposto do esquecimento” e “é algo tão forte que não dá guarida para o ressentimento, ódio e nem tão pouco para o perdão”, a presidenta emendou: “ela é só e sobretudo o contrário do esquecimento . É memória e é história”. Para a presidenta, “o dia de hoje exige que nós nos lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos isso aos que morreram e desapareceram. Devemos aos torturados e aos perseguidos, às suas famílias, a todos os brasileiros”.

"Por 21 anos, mais de duas décadas, nossas instituições, nossas liberdades, nossos sonhos foram calados", afirmou. A presidenta disse ainda que o brasileiro aprendeu o valor da liberdade, de poderes legislativo e judiciário independentes, além do valor da liberdade de imprensa e de eleger pelo voto direto e secreto. 

O discurso da presidenta sobre 31 de março foi previamente preparado por ela que leu alguns dos trechos. Ao longo do mês de março, a presidenta Dilma Rousseff fez chegar aos comandos militares que não aceitaria a realização de manifestações a favor do golpe de 64 nos quartéis. Mas, antes disso, os próprios comandantes, em suas reuniões de Alto Comando avisaram que não haveria qualquer tipo de manifestação e nem sequer a tradicional ordem do dia alusiva à data. Houve entendimentos inclusive com o pessoal ligados aos Clubes Militares para evitar acirramento dos ânimos.



Tribuna do Norte

Educação entra em greve na quinta

Professores da rede municipal de ensino decidiram deflagrar greve na próxima quinta-feira, 3 de abril. A decisão foi tomada na manhã dessa segunda-feira (31), em assembleia da categoria realizada na Assen. Entre os pontos reivindicados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sinte/RN) estão a implantação do terço de hora-atividade e concessão de intervalo aos educadores infantis. Servidores tentarão nova reunião com a secretaria antes da nova assembleia e, caso não haja avanço nas negociações, paralisação começa na quinta.

Após desentendimentos sobre qual posição tomar nessa campanha, deflagrar greve ou não, a maioria dos professores decidiu pela paralisação das atividades como forma de pressionar a Secretaria Municipal de Educação (SME) para que cumpra as reivindicações. Os docentes defenderam a implantação imediata do terço de hora-atividade - destinar um terço da carga horária total para atividades extra-classe, como o planejamento de aulas - pelos próprios professores.

O próximo encontro dos professores, no mesmo local, às 8h30 desta quinta, vai deflagrar a greve e decidir quais ações serão tomadas durante a paralisação, segundo a coordenadora-geral do Sinte/RN, Fátima Cardoso. “Vamos enviar ofício à secretaria e tentar novas negociações até quinta. Se não avançarmos, será deflagrada a greve", assegura. 

Segundo o sindicato, nas negociações entre secretaria e professores durante audiência ocorrida na sexta-feira passada (28), houve avanço nas negociações no ponto referente ao intervalo para educadores infantis, que hoje trabalham o turno sem intervalo e com pagamento de horas extras como recompensa. A secretária Justina Iva disse, através da assessoria de imprensa, que até o fim da tarde de ontem não havia recebido ofício do sindicato indicando que a greve começará na próxima quinta-feira.



Tribuna do Norte

Adolescente de 15 anos confessa autoria de disparos que matou PM

Uma adolescente de 15 anos, que foi apreendida na manhã de ontem (31) confessou a autoria do assassinato do soldado da Polícia Militar, Jailson Augusto do Nascimento, de 45 anos. Segundo o chefe de investigação da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Parnamirim, Nilson Martins, a jovem confirmou que fez disparos contra o PM na última quarta-feira (26). Jessica Daniele de Oliveira do Nascimento, 22 anos, também foi presa durante a operação. 

"Três homens também suspeitos do crime já foram identificados e estão sendo procurados. A adolescente confessou que na ocasião do assassinato viu o PM colocar uma das mãos nas costas, como se fosse sacar uma arma e por isso atirou contra a vítima", explicou Nilson Martins.

As prisões e a apreensão aconteceram em operação conjunta das polícias Militar e Civil no bairro Guarapes, zona Oeste da capital potiguar, e em Brasília Teimosa, na zona Leste. “Após apreender a menor de idade, os policiais receberam informações que os levaram até até o bairro Brasília Teimosa onde estava uma mulher suspeitos de envolvimento no crime. Todos foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Parnamirim, responsável pela investigação do caso.    

O PM foi morto na noite da última quarta-feira durante assalto em Parnamirim, na Grande Natal. Lotado no 3º Batalhão da Polícia Militar, o soldado foi morto durante um assalto no bairro Jóquei Clube. Ele foi atingido por vários tiros na cabeça e no tórax e morreu antes de receber atendimento médico. 

Jailson Augusto do Nascimento, estava de folga próximo a um bar na avenida Paulo Afonso quando suspeitos à bordo de motocicletas, uma delas seria uma Bros de cor amarela, chegaram ao estabelecimento e anunciaram assalto. O policial percebeu a ação e foi baleado por um dos suspeitos na moto. “Os suspeitos estavam fazendo um arrastão no bairro quando assassinaram o soldado, a crueldade da ação foi enorme” disse o chefe de investigação. 

Em seu depoimento, Jessica disse que  ela e a adolescente  saíram em companhia dos rapazes  do Bairro  Guarapes, Zona Oeste de Natal, por volta das 20h30 do dia 26, e se dirigiram para o bairro Felipe Camarão. Ao chegar em uma Lanchonete, a adolescente de arma  em punho anunciou o assalto rendendo os clientes  que estavam na lanchonete e roubando  deles telefones celulares, bolsas, carteiras, dinheiro, entre outros pertences.  

Logo depois, o grupo se dirigiu para o Conjunto Cidade Satélite,  no Bairro Pitimbu, Zona Sul de Natal. No Conjunto, realizaram cerca de 12 a 15 assaltos,  sendo as vitimas pessoas que se encontravam em paradas de ônibus ou em frente as suas residências, além de transeuntes que passavam pela rua. Nesses assaltos  a quadrilha subtraiu celulares e bolsas, dentre outros pertences das vítimas.

Do Conjunto Cidade Satélite, a quadrilha seguiu para a cidade de Parnamirim e  realizou um assalto a uma garota e a três rapazes que estavam em frente a uma residência, levando todos os seus pertences. Em seguida,  tiveram como destino um churrasquinho, localizado próximo ao Parque Aristófanes Fernandes, onde anunciaram assalto e balearam o PM. 



Tribuna do Norte